Código aberto, freeware e gratuito com plano pago são três situações diferentes, e o preço zero é só uma delas. Código aberto é uma questão de licença: o código-fonte é público e a licença garante certas liberdades. Freeware é programa de uso gratuito de código fechado. Gratuito com plano pago é aquele em que o uso gratuito existe, mas a marca vende uma versão com mais recursos.
O que a Open Source Initiative exige de um programa de código aberto?
A Open Source Definition, da Open Source Initiative, abre com um aviso: código aberto não significa só ter acesso ao código-fonte. As condições de distribuição precisam cumprir critérios, entre eles:
- Redistribuição livre: a licença não pode impedir ninguém de vender ou distribuir o programa, nem exigir royalties.
- Código-fonte: o programa precisa incluir o código-fonte e permitir a distribuição nele.
- Sem discriminação: a licença não pode discriminar pessoas ou grupos, nem restringir o uso em um campo de atividade, como em uma empresa.
O texto completo da definição está na página da OSI, linkada nas fontes.
Qual é a diferença entre GPL, MIT e MPL?
São três licenças de código aberto comuns nos programas do catálogo. A diferença está nas condições para quem redistribui o código.
| Licença | Como a fonte oficial a descreve | Exemplos neste catálogo |
|---|---|---|
| GPL (GNU General Public License) | Licença de código aberto aprovada pela OSI, com várias versões (a OSI lista a versão 3) | GIMP, Krita, Audacity, OBS Studio |
| MIT | Licença curta que concede permissão, sem custo, para usar, copiar, modificar, publicar e distribuir o software | Nenhum programa do catálogo hoje; veja a licença exata na ficha de cada um |
| MPL 2.0 (Mozilla Public License) | Licença “copyleft simples”, com copyleft por arquivo, que incentiva quem altera o código a compartilhá-lo, mas permite combinar com código de outras licenças | LibreOffice, Firefox, Thunderbird |
A fonte de cada descrição está nas páginas da OSI e da Mozilla linkadas ao final.
Como este site classifica os programas?
Cada ficha do catálogo traz uma de três etiquetas:
- Código aberto: o projeto publica o código-fonte sob uma licença livre, e a ficha cita a licença e o link da página onde ela está declarada.
- Freeware: uso gratuito, código fechado, sem plano pago da mesma marca.
- Gratuito com plano pago: o uso gratuito é real, mas há uma versão ou plano pago da mesma marca. A ficha diz o que o gratuito inclui e o que fica de fora.
Programa pago, período de avaliação e crack não entram no catálogo.
Como conferir a licença antes de instalar?
- Abra a ficha do programa e veja o campo Licença: ele leva ao texto que o projeto publica.
- Veja a data de consulta da ficha. Licença e plano podem mudar, e a data mostra quando a fonte foi lida.
- Para uso em empresa, leia no texto da licença se há restrição de uso comercial. Em licenças de código aberto, a definição da OSI exige que não haja restrição por campo de atividade.
- Baixe só no site oficial do projeto, sempre pelo link da ficha.
Para saber como evitar instaladores problemáticos, veja o guia sobre como saber se um programa gratuito é seguro.